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Rinite
Rinite e a Gripe Porcina
(*) Artigo de autoria de João Carlos Chazanas, Otorrinolaringologista.
O diagnóstico diferencial entre uma crise alérgica e uma IVAS (Infecção de vias aéreas superiores) de qualquer natureza nunca foi muito fácil.
Os sinais comuns são muito numerosos e comumente em nossa prática diária ouvimos pacientes queixarem-se de estar gripados ou resfriados, ou com outra afecção qualquer como uma rinossinusite, quando na verdade estão em plena manifestação de reação do organismo que entra em contato com os seus fatores alérgenos ou irritativos. Os mais freqüentes: o perfume exagerado da titia, a fumaça do cigarro do vizinho, pelos de animais, a poeira doméstica, onde está o mais importante: o ácaro. São todos velhos vilões deste mal enfrentado por 10 entre 10 alérgicos ao redor do mundo.
Para quem ainda faz estas confusões tenho que dizer que –É MUITO DIFÍCIL MESMO FAZER ESTAS DIFERENCIAÇÕES - até porque muitas vezes estes quadros cursam junto em um mesmo indivíduo e ao mesmo tempo ou até acontecem em conseqüência da manifestação atópica. Isto é, o atópico tem menos fatores de defesa em sua mucosa nasal, e a inflamação causada pelos vírus expõe a mucosa para os alérgenos. Ora, se o problema é assim tão antigo e tão presente porque se preocupar agora?
Estamos em plena instalação de uma pandemia de uma tal de gripe suína, que já teve seu nome alterado.
Especula-se que isto tenha ocorrido por protesto de parte da torcida de um certo alviverde paulista, mas o fato é que a gripinha porcina passou a ser conhecida pelo pomposo nome: “GRIPE INFLUENZA A (H1N1)”, - os suíno- criadores torcem pelo nome científico. Esta epidemia pode fazer com que o indivíduo alérgico, menos avisado, ao primeiro espirro corra ao posto de atendimento médico em desespero.
Este procedimento além de totalmente inútil, pode gerar mais dissabores que a própria doença, posto que é sabido que se morre mais de “susto” do que de gripe.
Então, acreditamos ser interessante colocar neste canal algumas orientações básicas para controlar o emocional coletivo e atingir resultado ao final deste difícil período.
Em primeiro lugar, o controle brasileiro dos quadros epidêmicos, autócnes ou importados, pelas autoridades sanitárias é de excelente qualidade.
Portanto, podemos confiar na veracidade das informações divulgadas e seguir as instruções das autoridades da vigilância epidemiológica com toda a tranqüilidade.
Ao contrário do país de origem, onde as autoridades, que fique claro, não tiveram a eficiência de notificar precocemente a OMS - Organização Mundial da Saúde e colocar em prática as medidas de controle.
Até agora, a maioria dos casos são brandos, bem como, nenhum caso foi confirmado em nosso território.
Não se tem a menor expectativa que o vírus não chegará no país, claro! Porém não é errado pensar que ele pode ser mais manso do que parece e causar menos mal do que se alardeia.
O auto conhecimento também é fator de controle, assim, se o cidadão sempre teve manifestações alérgicas, a chance maior é estar tendo uma crise alérgica e não acometido pela gripe da moda.
Vale lembrar que estamos em plena “estação”, chama-se sazonalidade, de vários outros vírus respiratórios: Influenza (não H1N1), parainfluenza, rinovírus, adenovírus, metapneumovírus, bocavírus, vírus sincicial respiratório, etc.
Assim, falar que a riqueza de sintomas da gripe que se iniciou em março no México é, via de regra, muito maior que uma manifestação de IVAS de outra espécie é também algo a se temer, pois o sugestionável vai passar a sentir tudo de forma mais intensa, e o tiro pode simplesmente sair pela culatra.
Então vamos apelar ao bom senso e agir acima de tudo com a razão e com o auxílio de um profissional de saúde.
Para obter mais informações confiáveis, os sites do CVE – Centro de vigilância Epidemiológica e da OMS, estão sendo freqüentemente atualizados e são disponíveis em:
http://www.cve.saude.sp.gov.br/ http://www.who.int/en/
última atualização: 19/5/2009
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