Rinite
Adesão do paciente às orientações de controle ambiental
Observamos no dia a dia que uma grande quantidade de pacientes que tem rinite alérgica acreditam que apenas um tratamento medicamentoso será mais do que suficiente para controlar os seus problemas respiratórios. Muitos deles, inclusive, passam por vários especialistas, experimentando uma série grande de modalidades terapêuticas prescritas por diferentes especialistas, sem atingir um grau de satisfação com o controle de sua alergia. Por conseguinte, vários deles acabam desistindo de tratar a sua alergia respiratória, ficam frustrados por não encontrar uma solução definitiva, e passam a conviver com uma série de transtornos que habitualmente acompanham a alergia respiratória que não é tratada de maneira adequada. Alguns até nos procuram esporadicamente na esperança de alguma nova medicação que os cure definitivamente. Apesar de dispormos de excelentes e eficazes medicamentos que deixam assintomáticos os pacientes que apresentam rinite alérgica, nenhum tratamento que a eles se destina terá um efeito prolongado e consistente se não for acrescentado de uma série de orientações que visem a evitar que estes indivíduos entrem em contato com os fatores que desencadeiam os seus transtornos respiratórios. Uma vez que o fenômeno de alergia só se manifestará com a exposição a determinadas substâncias/produtos, o princípio básico que norteia qualquer tratamento de alergia deve conter obrigatoriamente uma série de orientações que tenham como objetivo minimizar o contato das pessoas alérgicas com os fatores desencadeantes. Não se torna apenas uma questão de orientar, mas de convencer o paciente alérgico que ele ficará tanto mais assintomático quanto menos entrar em contato com aquilo que provoca a sua alergia. Isso pode parecer óbvio à primeira vista, mas defrontamo-nos com situações em que algumas pessoas tornam-se relutantes em mudar os seus padrões de vida, ou adequá-los a uma nova realidade, de forma a fazê-las conviver da maneira mais satisfatória possível com o seu problema alérgico. Muitas insistem em ter animais de estimação dormindo junto a elas no quarto ou não dão tanta atenção ao fato de que carpetes não são o melhor revestimento para os ambientes em que vivem os alérgicos, somente para citar dois exemplos. Existem alguns fatores que não podemos controlar, como as condições do tempo, a poluição ambiental ou o ar condicionado do local em que trabalhamos, mas, em muitas situações, o principal agente causal da alergia é um fator controlável que passa despercebido ou é desconsiderado. E nestes casos é improcedente dizer que não existe nenhum tratamento medicamentoso eficaz para “curar” a rinite alérgica. Na realidade, o que não foi eficiente foi a parte que cabe ao paciente fazer: aderir às orientações de controle ambiental.
última atualização: 28/4/2009
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