Alergia
O verão e a pele do atópico
Sylvia Ypiranga - CRM-SP 89062 - Dermatologista Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, Mestre em clinica medica – Unicamp. É muito comum, na volta de longas temporadas de veraneio – na praia, rios, cruzeiros e piscinas -, a procura pelo dermatologista. O atópico, com sua pele caracteristicamente mais ressecada, exige alguns cuidados extras, não só no inverno, mas também no verão. Durante esta época, a radiação solar, as altas temperaturas, o cloro e o sal levam à diminuição das barreiras naturais da pele e uma maior perda de água transepidérmica. Este fato, somado aos “caprichos” da pele das pessoas que têm histórico pessoal ou familiar de asma, bronquite, rinite e eczema atópicos, pode levar ao surgimento de manchas claras na pele. Muitas vezes elas são confundidas com micoses de verão, mas não são causadas por fungos, apenas por hábitos a serem corrigidos. Trata-se da pitiriase alba. As lesões costumam surgir no rosto e tronco principalmente, podendo estar em qualquer parte do corpo. São manchas levemente ásperas, de cor mais clara do que a pele normal, raramente coçam e descamam pouco. Pode acontecer em qualquer fase da vida, sendo mais comum durante a infância e entre pessoas de pele mais escura. Surgem devido a alterações da hidratação da pele, associadas a processos inflamatórios. O quadro costuma se resolver com o uso de hidratantes e filtro solar, que recuperam a barreira da pele; com a diminuição do número de banhos e do uso de sabonetes. Alguns casos podem ser mais persistentes e necessitam tratamento médico. É importante o reconhecimento destas lesões para que os hábitos - especialmente o excesso de banho e o não uso de hidratantes – sejam corrigidos e, desta forma não levem a um quadro mais grave de eczema.
última atualização: 14/3/2008
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