 |
Rinite
A rinite alérgica e o ar condicionado
Arthur Guilherme L. Bettencourt S. Augusto Com a chegada do verão, é comum observarmos que as pessoas com rinite alérgica tendem a referir alguns episódios de piora do seu quadro respiratório. À primeira vista, poderia parecer estranho que, numa época em que o clima apresenta, de certa forma, condições mais favoráveis para a via respiratória, alguns indivíduos tenham manifestações típicas de um quadro alérgico, que, habitualmente, são mais freqüentes nos meses frios e secos. Sabemos que o quadro clínico da rinite alérgica está intimamente relacionado com a exposição a determinados fatores externos ou substâncias que são capazes de desencadear um fenômeno de hipersensibilidade em indivíduos suscetíveis. Em alguns deles, no entanto, quando se indaga acerca de suas condições de vida, notamos pouca exposição/contato com os principais causadores do processo alérgico (poeira doméstica, pêlo de animais, mofo, por exemplo). Porém, um fator comum a quase todos eles é a exposição ao ar condicionado. Claro que ninguém é alérgico ao ar condicionado em si, mas às características do ar dos ambientes que são climatizados. Este ar é mais frio e seco que o do meio ambiente, condições essas que agridem a mucosa nasal, deixando-a mais irritável, por assim dizer, levando o indivíduo alérgico a ter mais freqüentemente os seus habituais espirros, coriza e obstrução nasais. Comumente os equipamentos de ar condicionado não são higienizados de maneira adequada ou com a freqüência requerida, funcionando como dispersadores de poeira ou fungos, que podem precipitar ou agravar o quadro alérgico. Como se não bastasse isso, o choque térmico que se cria ao passar-se de ambientes climatizados para os não climatizados e vice-versa, também é suficiente para desencadear uma manifestação nasal típica de quadros alérgicos. Devemos salientar que todo esse processo também ocorre com aqueles que usam o ar condicionado dos carros, que, talvez, sejam aqueles com que menos nos preocupamos em termos de limpeza. Algumas medidas podem ser tomadas para amenizar todos os problemas que o ar condicionado pode gerar para a mucosa respiratória, principalmente no caso dos indivíduos alérgicos: beber bastante líquido, a fim de manter uma boa hidratação das vias respiratórias, umidificar as cavidades nasais com soluções salinas, limitar o uso do ar condicionado ao estritamente necessário e evitar resfriar em demasia os ambientes, minimizando o choque térmico que pode advir disto, são algumas delas.
última atualização: 15/1/2008
|