Alergia
Resfriados Freqüentes
Uma queixa habitual de muitas pessoas com alergia respiratória é o fato de elas referirem estar sempre resfriadas. É muito comum ouvir que elas não agüentam mais ficar doentes todo mês, porque mal saram de um resfriado e logo “pegam”outro. Apesar de ser uma eventualidade possível, observar indivíduos que tenham realmente sete/oito resfriados ao ano não costuma ser algo corriqueiro na prática médica. O que se verifica, após uma avaliação clínica, é que a maior parte dessas pessoas, na verdade, apresentam episódios de rinite alérgica, e não uma infecção do trato respiratório. Como alguns dos sintomas nasais são semelhantes, as pessoas tendem a supor que uma crise de alergia seja um resfriado, pois em ambos os casos podemos ter coriza, crises de espirros e obstrução nasal. Esses eventos respiratórios de causa alérgica tornam-se tão mais freqüentes quanto menos os indivíduos evitam entrar em contato com os fatores ambientais que os desencadeiam e tendem a se tornar mais incômodos e duradouros na medida em que elas se automedicam erradamente por julgarem estar com uma infecção respiratória. E algumas delas podem acabar realmente desenvolvendo um quadro infeccioso, como uma rinossinusite, em decorrência do quadro nasal obstrutivo prolongado ou pelo excesso de secreção nasal, o que poderia acarretar uma piora na ventilação dos seios paranasais. Por isso, devemos ficar atentos para o fato de que muitas das pessoas que estão sempre com coriza, espirrando com freqüência, com obstrução nasal intermitente, às vezes até mesmo acompanhada de um certo mal estar, apresentam habitualmente um quadro de rinite alérgica, e não uma infecção respiratória como algumas delas tendem a pensar. Portanto, nunca é demais lembrar que uma orientação médica é sempre importante para um diagnóstico e tratamento adequados, a fim de se alcançar uma melhora mais rápida e diminuição da recorrência desses episódios. Boa parte daqueles “resfriados freqüentes” passarão a ser melhor compreendidos como uma manifestação de alergia respiratória, e o indivíduo, agora esclarecido, procurará ficar mais atento com as possíveis causas que a provocaram e, dentro do possível, evitará novos ou freqüentes contatos com elas, fazendo uso, se necessário, da terapêutica correta recomendada. Arthur Guilherme L. Bettencourt S. Augusto
última atualização: 27/8/2007
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